História do Granja Klan

Você não esperava que 22 anos de história fosse um texto curto né?

Cap. 1 – Pópóoooo!

Intro: no caso de você ser um extraterrestre ou estar preso em uma caverna nos últimos 22 anos, deixa eu te explicar rapidamente o que é o Counter Strike, citando a Wikipedia.

“Counter-Strike (ou CS) é um popular jogo eletrônico de tiro em primeira pessoa, lançado em 1999, o jogo é baseado em rodadas nas quais equipes de contraterroristas e terroristas combatem-se até a eliminação completa de um dos times, e tem como objetivo principal plantar e desarmar bombas, ou sequestrar e salvar reféns.

Counter-Strike foi um dos responsáveis pela massificação dos jogos por rede no início do século, sendo considerado o grande responsável pela popularização das LAN-houses no mundo. O jogo é considerado o originador do esporte eletrônico.”


Agora que você já sabe o que era o Counter-Strike em 1.999, vamos para a história do Granja Klan.

Tudo começou como uma brincadeira, meio sem querer mesmo, em meados de julho de 2000, a partir da rivalidade entre um grupo de amigos e um clã de counter-strike que frequentavam a mesma Lan-house, uma febre naquela época. Durante um desses encontros, o Vinicius (A.K.A. Sombra) resolveu levar como acompanhante sua galinha de borracha, já que um dos integrantes do outro time costumava deixar uma espécie de amuleto da sorte sobre o monitor. Cléonice, a galinha, ironicamente passou a fazer o papel de mascote e assumiu o seu posto em cima do monitor do Vinicius.

No intuito de satirizar ainda mais o clã rival, Vinicius decidiu fazer um trocadalho. Usando somente um rifle awm (Sniper), adotou o nick de “Frango Atirador” e a cada vítima abatida no jogo gritava “Popóóó”, arrancando gargalhadas dos amigos. Logo seus parceiros de time entraram na brincadeira, adotaram nomes de pássaros e começaram a cacarejar a noite toda para provocar os adversários! Para tirar ainda mais sarro, colocaram antes de seus nomes a tag [Granja].

Cap. 2 – A Primeira formação

A partir daí, sempre que se encontravam usavam essa tag. Vinicius passou a se chamar “Frango Atirador”, Junior (A.K.A. Hemp) adotou o nome de “Garnizé” e para completar o time, convidaram mais alguns amigos, todos com nomes irreverentes, como não poderia deixar de ser. Eram eles o Luiz como “Papacu de Cabeça Vermelha” (posteriormente reduzido apenas para “Papacu”), Renata como “[email protected]” e Haroldo como “A Faca e o Frango”, nascia assim o Granja Klan, que ganhava até seu primeiro site.

Rapidamente o time cresceu e passou por diversas modificações e chegou a ter mais de 15 integrantes. Nessa época, campeonatos de Counter-Strike eram comuns em Lan-houses e eventos, sempre com times de 5 pessoas. Então o time decidiu tomar uma postura mais séria e ser uma equipe menor, desta maneira seria mais fácil a organização do clã para treinar e participar desses campeonatos. Assim, a partir do ano de 2001, permaneceram no Granja Klan apenas a formação clássica de um time de Counter-Strike, cinco membros: Frango, Garnizé, Papacu, Rolinha e Faca.

Informalmente acabou se criando uma regra que duraria muitos anos: todo novo membro do time, que quisesse usar a tag [Granja] antes do nome, deveria adotar um nick que tivesse relação com pássaros, o que rendeu alguns nomes bem interessantes.

Cap. 3 – Nerds raiz

Um ano mais tarde, Gerson (A.K.A. Mag00) oriundo do NMT, foi apresentado ao time pelo Frango em uma Lan-house. A intenção era indicá-lo para ingressar no clã, já que o barbudo ranzinza jogava muito e assim contribuiria para o crescimento do grupo. Mag00 passou então a fazer parte da família e adotou o nick de “Falco Peregrinus”. Nessa época, o clan cria seu fórum online e assim começa a formar uma comunidade, atraindo novos players e se relacionando com outros times.

Mesmo com essa abertura para o mundo online, a jogatina ainda era comum nos nossos encontros “combo”, onde a gente se encontrava pra beber em algum barzinho e depois ia para a lan-house jogar, ou então em nas nossas saudosas lan-parties, que se tornavam cada vez mais frequentes.

Sobre as lan-parties, Imagine só a trabalheira, pegar o seu setup completo com gabinete, monitor de tubo quadradão, teclado, mouse, headset, aquele monte de fios e o estabilizador pesadíssimo, mais mochila cheia de snacks e bebidas, as vezes até cobertores e travesseiros! Então, colocar tudo isso no carro e depois, montar tudo de novo na garagem ou no salão de festas do prédio de um dos membros do time, para ficar um fim de semana inteiro jogando, começando na sexta-feira à noite e acabando apenas no domingo.

Pois é, a gente fazia isso, olhando para trás parece loucura, mas era divertido demais! Muitas esfihas do Habib’s e muito vinho barato foram consumidos nesses encontros.

Durante esses eventos mais amizades eram conquistadas e uma delas em especial seria a renovação do time após um longo período sem novos membros. Assim, em setembro de 2002, André (A.K.A. Majin) é convidado pra família e adota o nick de “O Corvo”, assumindo a vaga de Designer do time e trazendo uma nova identidade visual pro Granja Klan, criando nosso logo, atualizando o site, fórum (R.I.P.) e criando os nossos famosos Sprays, que a gente espalhava com o maior orgulho pelos mapas enquanto jogava.


Cap 4 – Os famosos mapas

Um diferencial do Granja klan, era ser um dos poucos times (senão o único?) que jogava também em mapas próprios de Counter-Strike, feitos principalmente pelo Papacu. Era comum ele chegar em uma Lan-house com o pen-drive na mão e todas as pessoas que lá estavam, baixarem na rede os mapas do Granja Klan para jogar junto com a gente.

Eram diversos mapas, com design e texturas exclusivas, que garantiam horas de tiroteio nos famosos Corujões*. Um grande exemplo disso é que durante muito tempo a gente frequentou a Lan-house Monkey do Brookling e o Papacu fez um mapa para esta lan-house, com a parte interna e as ruas das redondezas. Era engraçado a gente dentro da Lan-house, com todos os jogadores presentes jogando o mapa do próprio local, feito por um dos nossos membros, com Outdoors do Granja Klan espalhados pelo mapa.

Outro exemplo era um mapa baseado na Masterfield, um antigo campo de paintball que o pessoal do Granja frequentava. O mapa contava com casas abandonadas e uma pequena ponte para atravessar um córrego, o mapa preferido dos campers. Hoje é comum jogar games com mapas e customizações dos próprios jogadores, mas na época, era a vanguarda da personalização dos games fps.

Com a posterior criação do nosso próprio servidor de Counter-Strike, esses mapas acabaram migrando para lá também. Então novos mapas foram criados, com ambientes inusitados para a guerra entre CTS e Terroristas, contando até com um – como não poderia faltar – galinheiro.

*PS: como assim “corujão”?

Corujão era um pacote promocional comum na época, um horário especial que as lan-houses faziam para atrair o público em um horário com poucos clientes. Então era cobrado um valor fixo mais barato, para jogar à vontade da meia noite até as 6h da manhã. Algumas lan-houses davam até pizza grátis nesse período. Comemos muitas. Era comum a gente varar a madrugada jogando e já de dia, ir direto para a padaria tomar um café.

Cap. 5 – Veteranos e novatos

Durante um de nossos frequentes encontros para molhar a nuca por dentro, em fevereiro de 2003, três velhos amigos de mesa de bar e de jogatina eram convidados para entrar para o time, é bem provável que a gente estivesse bem embriagado para tomar a decisão de chamar esses três em especial.

Então de uma só vez entram para a família, Fernando (A.K.A. Uncle) ex-membro do NMT – outro time amigo de CS – que adota o nome de “Araponga”, com ele vem nosso japonês paraguaio Alam (A.K.A. Lacraia) que adota o nick de “Zeca Urubu“ e por último mas não menos imprestável, nosso guru espiritual Muka (A.K.A. Cérebro) entra pro time com o nick certeiro de “Corujão”.

Já um pouco mais sóbrios, em 2003, convidamos para entrar no time Alex, irmão do Zeca Urubu, como “Patolino” e Gigi como “Andorinha”, esta que até então só conhecíamos on-line e nem sabia falar. Ambos trouxeram ao time o vigor da geração Internet e por serem os caçulas do time, foram apelidados de Fraldinhas.

Foi nesse período o Granja Klan passou a ter um Servidor próprio de Couter-Strike 1.5 e aos poucos sem perceber, acabou mudando o foco. Antes um time tradicionalmente pequeno, frequentador de Lan-houses, virou uma equipe maior focada em CS on-line, onde a quantidade de jogadores por partida só era limitada pela capacidade do servidor.

Isso em conjunto com nosso fórum, trouxe um convívio ainda mais intenso com outros players o que olhando pra trás hoje, podemos dizer que acabou formando toda uma “comunidade” Granja.

Vale reforçar que nessa época ainda não existiam redes sociais como facebook e instagram, sequer o finado Orkut tinha sido criado ainda, então nosso fórum era o ponto de encontro virtual diário de toda essa turma que tinha no Counter-Strike, mais especificamente no servidor do Granja Klan, um interesse em comum. Bons tempos.

Cap. 6 – Rio+Sampa

Com a dificuldade em manter um servidor de Counter-Strike, o Granja fez uma parceria com nossos amigos de um clan carioca chamado EKS e então foi criado o servidor Rio+Sampa. Deste convívio vieram novas amizades e integrantes.

Assim, em março de 2004, convidamos para o time a Luciene (A.K.A. Novata), autora do bordão “Rush bedoix!” que adotou o nick de “Maga Patalógica” e o Fábio (A.K.A. Nazgul), que adotou o nick de “Sabiá Laranjeira”, ambos ex-membros do EKS. Na mesma leva convidamos também o Rodrigo (A.K.A. Akira) como “Prof. Pardal”, que não era de nenhum clã mas sempre jogava com a gente.

Pouco tempo depois, nosso servidor voltou a ter o nome do Granja Klan, que na época era um dos servidores privados mais tradicionais do Counter-Stike 1.6, literalmente, tinha fila pra entrar.

A ideia era parar por aí, quinze integrantes era, aparentemente, um número mais do que satisfatório. Mas a amizade do time com alguns Players acabou pesando nesta decisão de parar com os convites. E como não poderia deixar de ser, Rogério (A.K.A. Billy The Kid), amigo já de longa data e que acompanhou grande parte do crescimento do Granja, adotou o codinome de “Pinguim” e em maio de 2004, entrou para o time.

Antes de ter um servidor próprio, os membros do Granja que jogavam on-line, se encontravam num servidor público chamado “Sup-Tec”, famoso na época por ter muitas vagas, ping sempre baixo e admins sanguinários. Mas a convivência do Granja com estes admins era tão boa que ultrapassou a barreira da internet e da distância (eles eram do RJ e a maioria do Granja Klan de SP).

Com o fim do Sup-Tec, dois de seus ex-admins foram convidados para entrar no time em agosto de 2004, então Eduardo (A.K.A. Lo-Han) adotou o nick de “Pirikito” e Paulo (A.K.A. Cartman), adotou o nick de “Peru de Natal” e assim aumentaram ainda mais essa grande família e o time carioca do Granja. Junto com eles, entrou para o time na mesma época nosso amigo de longa data Sérgio (A.K.A. Silverwolf) o ás do volante, com o nick de “Papaléguas”.

Cap. 7 – A Grande Família

O tempo passou e a vida de jogatina acabou ficando um pouco de lado para alguns membros. Porém o vínculo de amizade permaneceu e a convivência fora do jogo também. Geralmente um jogador ausente por muito tempo é retirado do time, mas o Granja é mais do que um time, com o tempo criamos uma família formada por amigos com um interesse em comum: os games.

Pensando nisso, achamos que seria injusto tirar estes membros da família, afinal, apesar de ausentes, eles faziam parte da nossa história.

Então para sanar esta falta de players e ajudar a manter o time funcionando, com nosso fórum, site e servidores de Counter Strike no ar, resolvemos colocar mais água no feijão e convidar mais gente. Os escolhidos foram mais amigos de longa data, membros da comunidade Granja, que mesmo antes de entrar pra família, acabaram meio que assumindo de forma natural as funções destes membros inativos.

Colocando esta decisão em prática, Rodrigo (A.K.A Medina Green), o Stalone de Ribeirão Preto, antigo membro do EKS que andara sumido, volta à ativa e prontamente é chamado para o time, assim adotando o nick de “Galinho” em dezembro de 2005.

Como o grupo de inativos ainda era maior que o de ativos, resolvemos continuar com os convites e em Fevereiro de 2006, o Granja Klan resolveu recrutar de uma vez só mais três membros. Primeiro recrutou nosso amigo Rodolfo (A.K.A. Jack Bauer), que passou a usar o nick de “Tio Patinhas” e acabou assumindo o cargo de mascote do time, por ser o mais novo. Em segundo convidamos Victor (A.K.A. Frikazoide), que adotou o conveniente nick de “Zé Carioca” e por último um velho amigo do NMT, Guto (A.K.A. Calibre 12) que adotou o nick de “Gavião Paraquedista”.

Já que era tudo festa mesmo, em agosto de 2006, mais dois grandes amigos foram convidados: Fábio (A.K.A. morra_maldito), amigo de baladas e frequentador do nosso servidor, entrou para o time e assumiu o nick de “Águia do Deserto” e o Léo (A.K.A. Cyber_Rabit) na mesma condição, adotou o nick de “Albatroz”.

Uma menção honrosa aqui ao nosso amigo Ed Birita, que apesar de nunca ter entrado oficialmente pro time de Counter-Strike, em 2007 se juntou a comunidade Granja Klan e nunca mais saiu, sempre tirando uma soneca no meio das partidas e deixando a gente na mão.

Cap. 08 – Desbravando Azeroth

O ano é 2007 e um verdadeiro Zeitgeist toma conta da comunidade nerd, o jogo World of Warcraft que já era um sucesso de vendas na sua versão original, o famoso Vanilla, lança o que é considerada por alguns a sua melhor expansão, World of Warcraft – The Burning Cruzade.

O Muka já jogava wow com o Uncle desde o lançamento e em um dos nossos encontros para tomar um choop’s e dois pastel, convence o Majin a experimentar aquele estilo totalmente diferente de jogo. Um teste sem compromisso que mudaria tudo. Counter-strike já não era nessa época a febre de outros tempos, pelo menos não pra gente, então aos poucos o que começou apenas como uma curiosidade, virou nossa nova febre e o Granja foi migrando pro mundo dos MMO’s.

Criamos um Granja Klan no servidor americano e nosso pequeno grupo começou a desbravar Azeroth, cometendo as maiores noobices já vista na história dos MMORPG’s. Tank com spec de DPS? Healer sem mana? DPS agrando a sala inteira? Tinha tudo isso e mais um pouco.

Logo um amigo em comum de outro clan sugeriu unir forças e assim ter um grupo maior para fazer as famosas Raids do wow, que pediam até 25 pessoas para sua conclusão. Então nós migramos para o servidor Warsong e entramos no clan Killer Monkeys, onde conseguimos aproveitar todo o conteúdo do jogo e fazer mais amigos.

Em 2008 é lançada a expansão Wrath of the Lich King e o wow atinge seu auge, com milhões de jogadores simultâneos espalhados pelo mundo todo, aparecendo em séries, filmes e assim quebrando a barreira dos games e virando parte da cultura pop. E o Granja Klan seguia vivendo esse momento especial, firme e forte em suas dungeons, raids e dailys intermináveis em busca do item épico para derrotar Arthas, o Lich King.

Aqui aconteceu uma inusitada raid com a Gigi de líder, que não sabia as mecânicas das lutas de nenhum dos bosses. Foi um fiasco, mas hilário e entrou pra história.

Já no fim da expansão Cataclism em 2011, a maioria dos Granjas já tinha parado de jogar e apenas alguns poucos membros continuavam atuando pulverizados como parte de outros clans. Dessa convivência fizemos algumas amizades que duram até hoje. É o caso do trio carioca Sandro (A.K.A. Sandoval), Junior (A.K.A. Labrie) e Márcio (A.K.A. Bardo), ex-membros do clan Macumbeiros S.A. que mesmo sem saber, ajudaram o Majin a carregar o espírito do Granja por Azeroth nesse período.

Outra menção honrosa é o nosso amigo Zagy que lutou do nosso lado em Azeroth desde a época da Burning Cruzade e nunca mais parou. Com seus vários personagens e seu um bilhão de gold na conta, era (ou ainda é) praticamente o Tio Patinhas de Dalaram.

Cap. 09 – Procurados

Com o passar do tempo, é natural que alguns grupos de amigos se separem e percam contato. Some a isso esse grupo de amigos ser de antes de existirem as redes sociais e estarem geograficamente distantes, alguns espalhados pelos quatro cantos do mundo, literalmente.

Então em maio de 2018 iniciamos a campanha “PROCURADOS“, onde resgatamos os avatares originais que os membros antigos do Granja utilizavam em nosso fórum e criamos literalmente cartazes de procurado com essas imagens, com seus nomes, apelidos e recompensas simbólicas. Criamos uma conta do Granja Klan nas principais redes sociais e espalhamos estes cartazes, a fim de tentar descobrir o paradeiro destes membros.

A ação funciona parcialmente, conseguimos encontrar alguns membros que estavam sumidos, descobrimos membros na Austrália, Espanha, Finlândia e até na distante Osasco. Mas como o algoritmo das redes sociais é cruel com este tipo de divulgação orgânica (leia-se sem investimento de dinheiro) o alcance da campanha não foi tão bom quanto o esperado.

Ainda sim ficamos felizes em encontrar alguns velhos conhecidos, mas ainda existem membros que perderam contato totalmente, caso você sabia a localização de algum deles, ou seja um deles, fale com a gente.



Cap. 10 – Granja theft Auto

Em 2005 a Rockstar Games lança o que seria o maior fenômeno do entretenimento, o jogo mais caro já produzido com um investimento estimado de US$ 266 milhões e que prontamente vira uma verdadeira febre no mundo dos games, GTA 5. Mas é apenas em 2013 que é lançada a versão deste jogo que mais tarde, chamaria a atenção do Granja Klan: GTA Online, que apesar do enorme sucesso, parace estar no beta até hoje, dada a quantidade de bugs e hackers.

Em maio de 2020 acontece o que seria o empurrãozinho que faltava pro Granja Klan entrar de cabeça no GTA Online. A Epic Games lança uma promoção relâmpago em que durante uma semana o jogo fica gratuito em sua plataforma e aí ja sabe né? De graça, até ônibus errado!

Foi então que o Granja Klan deu as caras em San Andreas. O Majin já jogava GTA Online a alguns meses e foi o responsável por apresentar o terreno aos novatos, assim o Granja Klan foi prontamente criado lá.


Começamos em um grupo pequeno, fazendo as sofríveis missões do apartamento inicial e do Moto Clube, juntando dinheiro pra alçar vôos maiores e com o tempo – e um grupo maior – já estávamos fazendo os golpes do Cassino Diamond no modo elite em tempo récorde e depois, comprando um Submarino para invadir a ilha paradisíaca de Cayo Perico.

Nessa época o Granja Klan faz novos amigos que merecem menção aqui, são eles o Daniel, irmão postiço do Majin, Felipe (A.K.A. Pacca) o chaminé, Lobão o-pai-tá-on, e João, o rei das 5 estrelas sempre perseguido pela polícia. Chegamos a lotar um servidor só de Granjas! Muitos rachas foram feitos pelas estradas de Los Santos, muitas entregas de mercadorias foram destruídas e até uma ogiva nuclear nós paramos juntos.

Destaque aqui para as incríveis aventuras do mag00 que derrubou um avião com mais de US$ 4 milhões em mercadorias, virou churrasqueira na mão de um hacker, sempre era explodido pelos amiguinhos e teve seu Dubsta novinho jogado no mar pelo Majin, com o mag00 dentro, lógico (huehue!).

Agora estamos menos ativos no GTA Online, mas ainda devemos voltar e passar algumas boas horas por lá, pois o jogo é, sem exageros, uma obra-prima dos games.

Cap. 11 – Granja NFT

Você já trabalhou com créptomoedas ou bitcóio? Nós sim! Em agosto de 2021 a desenvolvedora coreana Wemade lança o mir4, um MMORPG com temática oriental, integrado a tecnologia do Blockchain, onde é possível (em teoria) se ganhar dinheiro para jogar, através da mineração de recursos dentro do jogo, que podem ser convertidos na criptomoeda Draco, ou da obtenção de itens e personagens que podem ser convertidos em NFT (Token não Fungível) e depois vendidos por dinheiro real.

Apesar de free-to-play, o jogo é totalmente pay-to-win. Mas mesmo com seus defeitos, o jogo é bonito, tem um gameplay fluido e por ser leve e multi-plataforma, acabou chamando a atenção do Granja Klan. Eu já mencionei que é free né?

Na questão do clan o jogo se destaca, pois é preciso da colaboração de todos os membros para que ele cresça, onde conforme são feitas doações de recursos pro time, o clan automaticamente dá em troca recompensas e habilidades que ficam mais fortes com o tempo. Sendo assim, para crescer no jogo é vital estar em um bom clan.

Como em outros jogos, o Granja Klan começou no mir4 sem compromisso, foi crescendo e sem perceber já estava entre os clans mais fortes do servidor, assim, atraindo cada vez mais membros. Sempre procuramos ser um clan pacífico, alheio às guerras inerentes ao mir4, tudo isso em um ambiente ultracompetitivo e às vezes até tóxico. É difícil, mas até aqui estamos conseguindo ser os bons amigos da visinhança.

Aqui também caberia diversas citações de amigos novos que chegaram ao Granja Klan por conta do mir4, mas essa parte da história ainda está sendo escrita, neste exato momento, no servidor NA23, então se você quer ver seu nome aqui, fazendo parte dessa história, procura a gente por lá e aguarde os próximos capítulos.

Cap. 12 – Epílogo

Já vivemos muita coisa legal juntos e vem mais pela frente, mas segue aqui uma checklist dos crimes das presepadas que Granja Klan já cometeu:

E pensar que tudo isso começou com um grupinho de nerds em uma Lan-house.

Este ano o Granja Klan faz 22 anos, parabéns a todos que direta ou indiretamente fizeram parte dessa história!

Família Granja Klan